sexta-feira, 8 de abril de 2016

Um infinitivo muito pessoal: sugestões e conselhos.

O infinitivo pessoal é um dos ícones linguísticos do português. Flexionar os infinitivos é como conseguir que as pedras falem. 
 
Vamos então ouvir as pedrinhas falarem!

Na Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra referem que as regras para o uso deste tempo verbal têm aspetos controversos e dependem em parte de questões estilísticas.

Em suma, este tempo verbal permite-nos revelar ou dar maior relevância ao sujeito da ação. Eis um livro para eu aprender português, para tu aprenderes, para ela aprender, para nós aprendermos, para vocês aprenderem.

Se dissesse, eis um livro para aprender português, o significado seria mais geral, menos pessoal.

Repara que ao dizer para eu/ela aprender, o verbo não mostra qualquer flexão. Porém, o sujeito eu/ela, está aí para indicar que temos um infinitivo pessoal.

Por isso, farão bem em localizar desde já situações concretas em que podem praticar este tempo verbal.

É frequente, por exemplo, no caso de conselhos ou sugestões, quando o sujeito é relevante.

Por exemplo, depois de expressões como: convém, é preciso, é aconselhável, era bom, é aconselhável.

Ou ao avaliar uma situação ou dar informações com é ótimo, é fácil, é difícil, é proibido, é permitido.

Podemos transformar muitas frases com que em frases com infinitivo. Nesse caso, temos de retirar esse que. Repara:

É aconselhável que as pessoas cheguem cedo > É aconselhável as pessoas chegarem cedo. 
 
 
Agora é a tua vez, com estes conselhos para comprar pela Internet
 
É melhor que compres apenas em sites seguros > 

É preferível que desconfiemos de preços baixos demais >

Convém que (eles) leiam as condições antes de comprar >

Deu-me 20 euros para que eu compre o bilhete do concerto > 

É melhor que atualizes a palavra-passe do teu email de contacto >

É melhor que a Joana espere até verificar que o site é seguro >

É difícil que essa empresa reembolse o montante da compra >

É permitido que uses um cartão de pré-pagamento >

 
Agora faz frases com dicas para comprar ou pedir algum serviço: numa pastelaria, numa mercearia, numa loja de roupa, no cabeleireiro / salão de beleza, num centro comercial, na feira de Barcelos. 
 
 

Fotografia: Joseph Ghanime

 
Chave: é preferível desconfiarmos, convém (eles) lerem, para eu comprar, é melhor atualizares, é melhor a Joana esperar, é difícil essa empresa reembolsar, é permitido usares.





quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O MEU QUARTO NA ADOLESCÊNCIA


A tarefa que se pediu era bem simples: falar do quarto da infância. Eis o texto de uma estudante da turma do nível intermédio (B1). Muito obrigado a ela pelo contributo. Deixamos no fim uma música do Fausto, músico citado no texto.

Desde menina o meu irmão e eu partilhamos quarto, pelo que, quando pude escolher um para mim sozinha pareceu-me fantástico poder ter uma cama de casal. Era uma cama de ferro verde, simulando as camas antiguas, com bolas douradas na cabeceira e nos pés. O edredão tinha também tons verdes e a mesa de cabeceira era de madeira como o candeeiro.

 A secretária era o dobro da que tinha antes, e com cadeira giratória. Que contente estava!

Apoderei-me da aparelhagem de música, e dançava e cantava fechada no meu quarto todo o tempo que podia. Foi então quando tivemos que chegar ao acordo de chamar antes de entrar no meu formoso quarto.

 Eu pegava nos discos e nas cassetes que o meu irmão tinha no seu quarto(aproveitando que ele estudava fora e só vinha ao fim de semana), pelo que escutava tanto Janis Joplin, como "Fuxan os Ventos","Kortatu",Fausto ou Janis Ian. Suponho que sentia adoração pelo meu irmão.

Lembro um póster enorme duma árvore que tinha caras escondidas, de tal forma que sempre descobrias uma nova. Gostava tanto que o mandei emoldurar.
Assim era o meu quarto na adolescência. O meu furadinho próprio.

N.G.C.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Lembretes de escrita: alguns tropeços que dão nas vistas no B1

Acabei de dar corrigir os vossos primeiros trabalhos. Eis algumas pequenas armadilhas que se podem ultrapassar com um bocado de atenção. Verifiquem antes de entregar os vossos próximos trabalhos escritos: 

- Quero-te, espero-te, vemo-nos, disseram-lhes, etc. Os pronomes devem ir separados com hífen. 

- Dizer, perceber, cócegas, cidade, ziguezague, etc. Ç nunca é seguido de e, i. Apenas pode ser usado com O,U, A (As vogais de Portugal)

- Combinei com a Joana, com o Pedro, com os meus amigos: aqui não há contração!

 - Quando, Qual, Quanto, Qualquer

- Há que diferenciar entre mas e mais

Hoje não vos chateio mais, mas logo volto com mais lembretes!

 


domingo, 4 de outubro de 2015

Teia portugesa

Acabei de deparar-me com este site, que tem muitas atividades para fazer em aulas de português e para autoaprendizagem. É feito no Canadá, onde há um importante comunidade portuguesa e doutros países lusófonos.





quarta-feira, 29 de abril de 2015

Vídeos de escolas de condução

Hoje continuaremos a trabalhar a condução nas aulas. Eis alguns vídeos para treinarem a atividade que realizaremos. Com um bocado de paciência, os vídeos dão para aprender expressões relacionadas com a condução. É pena o volume ser um bocado baixo de mais. 






segunda-feira, 16 de março de 2015

Picasso e os computadores

O que acham desta frase do Picasso? Concordam? Em que acham que poderia esta a pensar o Picasso quando disse isto? Pensam que a ideia continua a fazer sentido?

Animo-vos a deixar um breve comentário no blogue com a vossa opinião sobre o assunto.



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Prove Portugal, vídeos de culinária


Quem gostar de vídeos sobre culinária, recomendo pesquisar no Youtube programas da série "Prove Portugal". Deixo cá a ligação para um deles, este aqui sobre o pão caseiro no Alentejo.